MARIA, MÃE E MULHER SOLIDÁRIA AOS PÉS DA CRUZ.

Convocados pela Palavra de Deus e alimentada pela Eucaristia, como comunidade cristã nos reunimos para celebrar o mistério da páscoa de Jesus Cristo em nossa vida. Mesmo quando se trata de uma festa mariana, como hoje, a referência permanece a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Em Maria a presença compassiva, solidária e libertadora de Deus resplandece e frutifica de um modo particular. E quando a lembramos com o nome de Nossa Senhora do Carmo, logo vem à nossa lembrança a experiência da presença e proteção materna em todos os sofrimentos, e não somente aqueles do purgatório, nem na hora da nossa morte! Reunimo-nos para contemplar Maria, mulher e mãe corajosa, que permanece de pé junto aos crucificados de todos os tempos.
“Ele nasceu de uma mulher, submetido à Lei...”
As comunidades cristãs católicas têm grande apreço por Maria de Nazaré, a mãe de Jesus. Este apreço se expressa nos muitos nomes que lhe damos e nas infinitas invocações que lhe dirigimos. Sua humana santidade é tão sublinhada que às vezes corremos o risco de arrancá-la do seu lugar histórico – que é entre os fiéis, dentro da comunidade eclesial – e situá-la num nível sobre-humano. E uma piedade pouco realista acaba por separá-la de José e de Jesus, sem os quais não podemos entendê-la.
A teologia católica sublinha, e nós acreditamos sinceramente, que Maria é, acima de tudo, mãe e educadora de Jesus de Nazaré, nosso Senhor. Na carta aos Gálatas Paulo insiste que o Messias nasceu de uma mulher. Com essa afirmação, quer sublinhar que Deus entra no mundo partir de baixo, da periferia, pela porta dos fundos, na carne dos oprimidos. Maria representa a humanidade desprezada, a parte da humanidade que não conta. Esta é a porta pela qual Deus entra no mundo!
Paulo insiste também na revolução teológica e antropológica patentes no nascimento do Messias através de Maria. Este nascimento revela a plenitude dos tempos, o máximo que a história humana pode dar de si mesma, a mais alta manifestação de Deus. E essa manifestação revela um Deus que se faz presente nos pequenos e desprezados e com eles sofre o peso da lei dos mais fortes. Daí a nossa esperança: “Eu acredito que o mundo será melhor quando o menor qeue padece acreditar no menor”.
“Uma nuvenzinha, do tamanho de uma mão...”
O que a breve passagem da história do profeta Elias tem a ver com a festa de Nossa Senhora do Carmo? Antes de tudo, ela nos lembra a força da oração. Num tempo de estiagem e muitos outros problemas, o profeta sobe ao Monte Carmelo e se põe a rezar. A profundidade, a humildade e a confiança da sua oração se expressam na ação de inclinar-se até o chão. Sua oração não tem a marca de uma serenidade, mas não é alienada do mundo. É uma oração num contextode tensão e perseguição.
Mas a oração de Elias é uma oração que não desiste diante da falta de resultados. Elias segue rezando mesmo quando não aperece nenhum sinal e chuva. É interessante notar que a oração perseverante abre os olhos do profeta e o faz capaz de reconhecer e acreditar nos pequenos sinais. O aparecimento de uma minúscula nuvem o motiva a anunciar ao rei a Boa Notícia da chuva que está chegando e o move a sair correndo à frente do próprio mensageiro.
A tradição carmelitana vê nessa pequena nuvem o símbolo de Maria. “E a nuvem do altíssimo a cobrirá com sua sombra”, disse a ela o anjo. Na figura humilde e humana desta mulher da Galiléia Deus visita e liberta seu povo, levantando ou desdizendo toda ameaça de punição ou destruição. O precioso fruto que nasce do seu ventre fará com que uma multidão de homens e mulheres se convertam em profetas e profetizas destemidas. A mística da oração desabrocha e amadurece na coragem profética.
“Estavam junto à cruz...”
Contemplemos agora o vulto deMaria como no-lo apresenta o evangelista João. No lugar conhecido como colina das caveiras podemos ver três cruzes e três corpos pendentes. E, aos pés das cruzes, o vulto de três mulheres e um homem. Três cruzes, três mulheres, três Marias... É o que sobrou da comunidade dos/as discípulos/as depois da via-crucis. Dor, compaixão e esperança se misturam num turbilhão desordenado. Aqui, a oração de Maria é sua fidelidade e sua silenciosa presença junto aos crucificados.
Eis o lugar de Maria na história do povo de Deus: ela é a “mãe dos aflitos que estão junto à cruz”. No silêncio orante do seu aposento juvenil, através daquela resposta despojada – “Eu sou a serva do Senhor! Que se faça conforme sua Palavra” – a jovem de Nazaré começara sua missão de Mãe do Filho de Deus. De pé diante da cruz, acompanhada e sustentada por outras marias, a Maria de Nazarée se torna a mãe dos discípulos e discípulas.
Olhando para a mãe e para o seu discípulo mais amado, num gesto de amor tão humano que chega a ser divino, Jesus oferece o lugar que até então ele mesmo ocupava no coração de Maria ao seu amigo. Nele Jesus está confiando aos maternos cuidados de Maria todas/os aquelas/es que se tornariam discípulas/os. E dirigindo-se ao discípulo fiel e amigo, confia-lhe os cuidados de sua mãe, estabelecendo a comunidade eclesial como o lar e o lugar próprio de Maria.
“Você já não é escravo, mas filho...”
Aos pés da cruz, sob o testemunho de duas mulheres, nasce uma nova família: uma família que transcende os laços de sangue e supera as discriminações de gênero; uma família com a marca do Espírito que Jesus entrega ao Pai e ao mundo no alto da cruz. Este Divino Sopro suscita e sustenta nossos gemidos e murmúrios de homens e mulheres que experimentam um pouco assustados a dignidade de pessoas livres, a possibilidade de agir criativamente, o desejo de relações amistosas e solidárias.
Com Maria aprendemos que dizer “sim” à Palavra de Deus significa converter-se em seus servidores/as e servidores/as do seu povo e libertar-se de todas as escravidões que nascem no ventre do medo diante dos que têm poder. Mais ainda: é porque Jesus Cristo nos trata como amigos/as que livremente nos fazemos servos/as daqueles/as que amamos. A própria relação com Deus vem marcada pela amizade e pela confiança e não mais pelo temor.
Aos pés da cruz e dos/as crucificados/as, na companhia de Maria e das outras marias, descobrimos que todas/os somos discípulas/os amadas/os, irmãs/os de Jesus, filhas/as de Maria. O calvário se converte em ventre que dá à luz uma comunidade de mulheres e homens emancipadas/os, sementes de uma humanidade renovada e renovadora. A esta comunidade Jesus confia sua herança dizendo: “Filho, eis tua Mãe!” E, mais tarde: “Cuida do meu rebanho”.
“Eis aí o seu filho...”
Jesus nos entrega aos cuidados de Maria. O escapulário é um sinal que lembra esse cuidado materno, nossa devoção mariana e, ao mesmo tempo, o propósito de seguir os passos de Jesus com humildade e integridade, como as marias e o discípulo amado. Tenhamos presente que ele não é um amuleto com poderes fetichistas, mas um sinal que nos remete ao centro da fé: somos filhos/as e herdeiros/as de um Deus que ama apaixonadamente e incondicionalmente.
O agora beato João Paulo II nos deixou o seguinte testemunho: “Eu também levo no meu coração, há tanto tempo, o Escapulário do Carmo! Por isso, peço à Virgem do Carmo que ajude a todos os religiosos e religiosas do Carmelo e os piedosos fiéis que a veneram filialmente a crescer em seu amor e irradiar no mundo a presença desta Mulher do silêncio e da oração, invocada como Mãe da misericórdia, Mãe da esperança e da graça". Que Maria nos cubra com seu manto e nos mantenha de pé ao seu lado!
A ti volvemos nosso olhar e dirigimos nossa palavra, ó Mulher cheia de graça, Mãe da misericórdia, Advogada nossa. Ajuda-nos a não esquecer que também nós nascemos de mulher, frutos nem sempre benditos de ventres menosprezados. Ensina a toda a Igreja que te chama de Mãe as lições de vida e de fé que viveste em Nazaré, ao lado de Jesus e de José. Conduz os homens e mulheres consagrados pelos caminhos do teu filho, encorajando-os nas vias não sempre sacras e sustentado-os no dom total de si mesmos/as. Aceita-nos e educa-nos como filhos e filhas que teu Filho te confiou em testamento. Aceita nossa agradecida hospitalidade e vem morar conosco, como Mãe, Irmã e Mestra. E guarda nossos irmãos e irmãs do Carmelo sob o teu sagrado manto. Assim seja!
Pe. Itacir Brassiani msf
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ELES PERMANECERAM FIRMES COMO SE VISSEM O INVISÍVEL...

Depois de um mês cheio de memórias de santos populares, começamos julho festejando São Pedro e São Paulo. Como sempre, é preciso respeitar e partir da piedade popular, mas também escutar o testemunho das Escrituras e chegar à vida real, com suas possibilidades e desafios. Se é verdade que Pedro é o primeiro líder dos cristãos e Paulo é o apóstolo dos povos, não podemos esquecer que ambos, cada um a seu modo e a seu tempo, foram discípulos de Jesus e passaram por sucessivas crises e dificuldades, provaram a prisão e foram martirizados. Eles fazem parte daquela ‘nuvem de testemunhas’ da qual fala a Carta aos Hebreus (12,1): viveram e morreram firmes na fé, como se vissem o invisível (cf. Hb 11,13.27). Escutemos e acolhamos com reverência o testemunho destes nossos irmãos maiores, colunas que sustentam e vidas que interpelam as comunidades cristãs de hoje.
 “Enquanto Pedro era mantido na prisão...”
O primeiro Papa foi presidiário! Esqueçamos por um instante a cena contada por Mateus e centremos nossa atenção no acontecido narrado nos Antos dos Apóstolos. Herodes maltratava os cristãos e havia mandado matar à espada Tiago. Percebendo que isso agradava aos judeus, aproveitou para aumentar sua baixa popularidade e mandou prender Pedro, providenciou uma guarda competente e de confiança e permitiu-se festejar tranquila e cinicamente a páscoa judaica.
Para que serviam a Pedro as chaves prometidas por Jesus Cristo se não ajudavam a soltar as algemas que o prendiam ou abrir a porta da prisão, mantida sob rigorosa vigilância? Pedro estava imerso na penumbra destas e outras perguntas quando uma luz iluminou a cela, uma mão tocou seu ombro e uma voz ordenou que se levantasse depressa. As algemas que o prendiam caíram no chão, os guardas que vigiavam não viram nada e a porta que separava a cela da cidade se abriram sozinhas...
Em vez de centrar nossa atenção nos aspectos miraculosos, fixemo-nos na condição de vida de Pedro e dos demais irmãos na fé. Acusados publicamente, apedrejados nas praças, trancafiados nas prisões, degolados a fio de espada. Mas nada disso tinha o poder de calar a voz ou deter a ação. Que diferença de uma Igreja que faz o sucessor de Pedro desfilar no papa-móvel sob aclamações como ‘Cristo venceu, Cristo reina, Cristo impera’ e procura protegê-lo hermeticamente das críticas da imprensa. Às vezes penso que o sucessor de Pedro é prisioneiro da própria Cúria e suas tradições...
“Chegou o tempo da minha partida...”
Paulo, por sua vez, foi denunciado, perseguido, encarcerado e finalmente executado. Depois de ter sido um fariseu zeloso e violento e de ter acumulado muitos méritos e honras por causa disso, Paulo fez a experiência de ser conquistado por Jesus Cristo e, diante do bem supremo desta acolhida gratuita e imerecida, considerou tudo o mais como lixo e déficit na contabilidade da vida (cf. Fil 3,1-14) e se lançou incansavelmente no anúncio desta boa notícia, especialmente às pessoas de origem pagã.
O zelo e o ardor que Paulo demonstrara pelo judaísmo se transformou em zelo pela fé em Jesus Cristo. Mas isso provocou desconfiança por parte dos próprios cristãos e ódio por parte dos seus irmãos judeus. Para resumir esta história que conhecemos bem, depois de sucessivos enfrentamentos e perseguições, Paulo também acabou na prisão. Sendo cidadão romano, exigiu o direito de ser julgado decentemente em Roma, e para lá foi conduzido.
Mas ninguém conseguiu colocar sob algemas aquilo que o fazia livre: a Boa Notícia de Jesus Cristo. “Por ele, eu tenho sofrido até ser acorrentado como um malfeitor. Mas a Palavra de Deus não está acorrentada” (2Tm 2,9). Paulo sabia muito bem em quem colocara sua confiança, não se envergonhava de compartilhar a sorte dos encarcerados e pedia que ninguém se envergonhasse dele ou de testemunhar a favor de Jesus Cristo, que também foi preso e condenado (cf. 2Tm 1,8).
“A Igreja orava continuamente a Deus por ele.”
Pedro e Paulo são filhos, irmãos e pais da fé numa Igreja que confirmou com a vida aquilo que anunciou com as palavras. De um lado, Pedro, Paulo e os demais cristãos detidos mantinham contato com as suas comunidades de base, inclusive através de cartas às suas principais lideranças; de outro, as comunidades não ficavam indiferentes, apesar da crise de fé provocada por uma perseguição feita em nome de Deus e da religião e dos riscos políticos e sociais que que estas relações implicavam.
O vínculo entre a comunidade dos discípulos e discípulas e seus líderes presos se mostra de um modo singelo e comovente no relato dos Atos dos Apóstolos. “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente por ele.” Um pouco antes, quando Pedro e João haviam sido liberados da prisão, a comunidade pedia em oração: “Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem, e concede que teus servos anunciem corajosamente a tua Palavra” (At 4,29). A Igreja pede coragem, e não tranquilidade.
Pedro faz a profunda experiência da presença fiel de Deus na prisão. Saindo do cárcere, vai à casa da mãe de João Marcos, onde a comunidade estava reunida em oração. Quando Rosa, a mãe de Marcos, abre a porta e vê que é Pedro, é tomada de tamanha alegria que o deixa plantado do lado de fora e vai anunciar à comunidade reunida, e esta pensa que Rosa está doida. Aberta a porta, Pedro entra e conta entusiasmado o que havia acontecido, e depois recolhe-se num lugar escondido.
“Tu és o Messias, o Cristo, o Filho do Deus vivo!”
O que sustenta as Igrejas e comunidades cristãs é o encontro com Deus em Jesus Cristo. O que o evangelho de hoje nos propõe é substancialmente isso. Num lugar marcado pela influência e pelo domínio estrangeiro (a cidade se chamava Cesaréia e depois Neronias!!!), Jesus faz uma pergunta, que é central no terceiro bloco narrativo de Mateus (11,2-16,20). E esta é a primeira vez que um discípulo o reconhece e proclama Messias, embora um pouco antes, depois da tempestade acalmada, todos os discípulos haviam proclamado, de joelhos: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus” (Mt 14,33).
Não esqueçamos que, mesmo sem rejeitar a confissão de Pedro e dos demais discípulos, Jesus chama a si mesmo Filho do Homem, e não  Filho de Deus (cf. Mt 11,19; 12,8; 12,32), acentuando assim seus vínculos com a humanidade. Só quem está aberto e sintonizado com a lógica de Deus pode reconhecer a presença de Deus nas ações e palavras deste filho da humanidade e irmão de todos os seres humanos, e esta é a base sólida sobre a qual Jesus Cristo constrói a comunidade cristã, literalmente, a assembléia dos chamados. “Não foi um ser humano que te revelou isso...”
Da experiência de fé e da adesão a Jesus Cristo brota a missão. As lideranças e comunidades que conseguem dar este passo recebem as chaves do Reino de Deus, ou seja: a missão de continuar a tarefa libertadora de Jesus. A imagem das chaves e a metáfora ligar-desligar estão relacionadas a esta missão de construir o Reino de Deus na perspectiva das Escrituras e do caminho trilhado e proposto por Jesus Cristo, enfrentando conflitos mas jamais sucumbindo. Quem recebe as chaves da porta do Reino de Deus não teme as portas do inferno. Até a prisão pode ser uma oportunidade de evangelização...
“O Senhor veio em meu auxílio e me deu forças.”
Crer, confiar, partilhar e anunciar: estes são os verbos essenciais da gramática dos cristãos. Só chega à meta estabelecida quem conjuga estes verbos em todos os tempos, modos e pessoas e percorre estas etapas. Escrevendo a Timóteo desde a cela da prisão, Paulo faz um balanço da sua vida e suas palavras são eloquentes e comoventes: “Chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” Um pouco antes, havia escrito: “Estou suportando também os sofrimentos presentes, mas não me envergonho. Sei em quem acreditei” (2Tm 1,12).
Os santos e santas são filhos da Igreja, os mais belos entre seus frutos: profetas, mártires, confessores/as, construtores/as de uma terra renovada na qual a Justiça faz morada (cf. 2Pd 3,13). Mas são também pais e mães da Igreja, gente que aceita gerar no sofrimento e na alegria uma assembléia de irmãos e irmãs, de homens e mulheres convocados/as e convocadores/as, amigos/as entre si e solidários/as com todas as vítimas e sofredores, em permanente ritmo de missão.
A glória dos santos e santas não vem dous milagres mais ou menos forçados ou das honras e aplausos encomendados, mas do Deus vivo, e por isso os humildes que os vêm podem se alegrar. Quem reconhece o Filho de Deus encarnado na humanidade não está livre das dificuldades, mas sabe que “o anjo de Deus acampa em volta dos que o temem”, como diz o Salmo. Por isso, feliz a pessoa que nele crê e espera: viverá firme como quem vê o invisível.
Pe. Itacir Brassiani msf
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NOSSO DEUS TEM UM CORAÇÃO GRANDE E COMPASSIVO.

A tentação de imaginar Deus de forma abstrata e de propor a mensagem cristã de forma estritamente doutrinal está sempre nos rondando. O princípio de um Deus uno e trino celebrado na festa da Trindade pode virar uma questão de matemática ou metafísica. A boa notícia recordada pela solenidade de Corpus Christi pode descambar em uma discussão polêmica e fisicista. E acabamos representando o mistério de Deus mediante figuras abstratas ou ameaçadoras, como o triângulo, a lei, o olho. Até a cruz corre o risco de passar uma idéia parcial e doentia de um Deus sedento de sacrifícios. Imagens como o cordeiro, a mesa, o pastor e o coração não seriam mais adequadas? Na festa do Sacrado Coração de Jesus recordamos agradecidos/as que nosso Deus tem um grande coração, um coração humano e humanizador.
“Procurarei a ovelha perdida, reconduzirei a desgarrada, emfaixarei a quebrada...”
De certo modo, a maior parte da humanidade vive em uma situação de exílio e de dispersão. Exílio, dispersão, fratura, falta de referência e de horizonte,  sentimento de vazio e de carência não supõem necessariamente transgressão ou culpa. Trata-se mais de uma situação, da condição humana na história. Somos sempre menos do que desejamos ser. Nossos passos e projetos nem sempre nos levam à meta que nos atrai. Este é o chão no qual Deus vem ao nosso encontro e se deixa experimentar.
Cresce sempre mais a cosciência da nossa congênita vulnerabilidade: somos como ovelha que se perde do rebanho e se torna presa fácil da voracidade dos lobos; como rebanho que, na busca de pastagens cada vez mais raras e inacessíveis, é surpreendido pela escuridão da noite em pleno deserto; como ovelha que se descobre abandonada ou manipulada por aqueles que deveriam ser seus pastores e defensores. Esta é a terra na qual Deus vem nos procurar.
Ao peso inerente à condição humana se acrescenta o fardo produzido por um modo de vida que considera a pessoa humana o lobo do outro, por sistemas que geram ovelhas fortes e gordas às custas do trabalho e da desnutrição de outras, por decisões que priorizam a fabricação de armas de guerra em detrimento do cultivo de alimentos para o bem comum. Infelizmente é incontável a multidão daqueles/as que seguem errantes e indefesos, cansados/as e abatidos/as como ovelhas sem pastor...
“Quando éramos inimigos de Deus...”
Às vezes esta situação de dispersão, abandono e risco é agravada também pelas imagens de Deus veiculadas pelas religiões e ideologias. Precisamos superar as imagens abstratas, parciais e distorcidas de Deus. Que consolação podemos encontrar naquela representação de Deus como um triângulo composto de linhas e ângulos absolutamente simétricos mas carentes de vida? Que orientação pode nos vir de conceitos herméticos como união hipostática, duas pessoas em uma natureza?
Algumas escolas de teologia e espiritualidade fizeram esforços significativos na tarefa de trazer a noção de Deus para dentro da cultura moderna. Mas o que significa concreta e existencialmente conceitos como Absoluto, Transcendente, Divindade? Correm o risco de passar mensagens ambíguas ou incompletas como os antigos conceitos de Altíssimo, Onipotente e Senhor. E às vezes não fazem outra coisa que cavar um abismo entre Deus e ser humano...
“Fortalecerei a ovelha doente e vigiarei a ovelha gorda e forte.”
A Sagrada Escritura nos apresenta a imagem de um Deus vivo e caracterizado pela Compaixão, e é isso que a solenidade do Sagrado Coração de Jesus quer colocar em evidência. Não precisamos ter medo de reconhecer traços antropomórficos em nossas imagens de Deus. Nunca nos livraremos disso. O que precisamos evitar é de projetar na idéia de Deus elementos de uma antropologia que exclui aspectos fundamentais como a corporeidade, a relação, o sentimento e a solidariedade.
Quando a tradição bíblica nos apresenta Deus como pastor, está destacando a compaixão, o cuiadado, a proteção e a orientação que o caracterizam. Via de regra, Deus realiza este modo de ser mediante os homens e mulheres que chama para tomar conta dos seus semelhantes. E, segundo o profeta Ezequiel, se trata de se colocar no meio do povo, inclusive nos lugares em que estão exilados; de resgatá-lo das mãos daqueles que o dominam; de conduzi-lo a um lugar no qual se sinta em casa e  tenha boas condições de vida; de criar condições para que tenha o necessário repouso; de cuidar das ovelhas fracas e doentes; de vigiar para que as ovelhas fortes e gordas não dominem sobre as demais.
“A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.”
A solenidade de hoje quer sublinhar que Deus tem um rosto humano, um coração que ama apaixonadamente a humanidade. Convicto de que as dificuldades levam à perseverança e à virtude, que, por sua vez, desabrocha na esperança, Paulo insiste que Cristo deu sua vida por nós, sem levar em conta nossas fraquezas e impiedades. É difícil encontrar alguém que queira dar a vida por uma pessoa boa e meritória, mas “Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores...”
Esta é a prova de que Deus nos ama, diz Paulo. Seu amor não se conjuga apenas no tempo passado e no tempo futuro, mas também no tempo presente, e em todos os modos e pessoas. Mais que conceito, princípio, idéia ou equação, Deus é coração humano e humanizador. E é nisso que se baseia a firme esperança de que nosso destino é a plenitude feliz e não a nulidade vazia, assim como nossa certeza de que os oprimidos e excluídos serão conduzidos a uma situação de vida em abundância.
“Deixa as noventa e nove e vai atrás daquela que se perdeu...”
A imagem do pastor bom ajuda a compreender por quem é que bate o coração de Deus. Com a parábola do bom bastor Jesus responde aos fariseus que o acusam de ter um coração demasiadamente generoso e de ser ingênuo com os pecadores e publicanos. Por definição, os fariseus são o grupo de judeus que se consideram justificados pela própria condição ou pelo cumprimento literal e cego de algumas prescrições legais e, por isso, se separam e tomam distância dos mortais e comuns.
Diante dos fariseus, Jesus faz questão de afirmar com palavras e ações que Deus não se alegra com os puros e separados. Para ele, uma só daquelas criaturas vistas como perdidas, desorientadas, em situação de risco, à margem do sistema religioso e político judaico, vale mais que noventa e nove crentes auto-indulgentes e separados. É por isso que, como um verdadeiro e bom bastor, Jesus vai em busca dos últimos, sem cansar e sem levar em conta se merecem ou não seu amor.
O coração de Jesus bate forte pelos últimos da escala social, pelas pessoas arruinadas por causa de escolhas mal feitas ou de sistemas que excluem. Longe de cair na armadilha de uma generosidade ingênua, Deus escolhe muito bem aqueles a quem dirige seu amor preferencial e ocupam um lugar nobre no seu coração. Ele vai premurosamente ao encontro dos perdidos, reconduz os desgarrados, cura os machucados, fortalece os doentes e vigia atentamente os fortes.
“Alegrai-vos comigo!”
Deus nos livre da auto-justificação, do sentimento de superioridade moral e espiritual, do distanciamento e da indiferença em relação aos pobres e sofredores. É terrivelmente anti-cristã a presunção de que é a pureza das intenções e a nobreza das atividades espirituais desenvolvidas por religiosos/as e sacerdotes que alegra a Deus. Não é possível conjugar o sentimento de superioridade e a atitude de separação e desprezo dos outros com a fé em Jesus Cristo.
Mais que na celebração de cultos solenes, na elaboração de doutrinas eruditas e na obediência formal a leis minuciosas, a alegria de Deus consiste em buscar e proteger as pessoas indefesas e ameaçadas e preparar para elas uma mesa farta bem na cara dos inimigos que as perseguem implacavelmente. E isso na proporção de 1 por 99! Este é o caminho e a proposta de Jesus. Não deveria ser outro o caminho das Igrejas e de todos/as aqueles/as que crêem que Deus tem um coração.
Uma solenidade como esta do Sagrado Coração de Jesus restaura nossas forças de discípulos/as e missionários/as e nos guia pelo caminho certo. Com o rosto ungido pelo óleo perfumado que nos protege contra o calor ardente dos desertos, deixemos a igreja com o firme propósito de prosseguir a caminhada , certos/as de que a graça e a felicidade nos acompanham como guarda-costas. E alegres porque o Deus em quem acreditamos não é uma lei, mas um coração.
Pe. Itacir Brassiani msf
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Vídeo do Curso de Extensão promovido pela CRB de Brasília

E ae pessoal, confiram o vídeo com nossas fotos do Curso de Extensão que fizemos em março.



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SANTÍSSIMA TRINDADE: MISTÉRIO DE COMUNHÃO, AMOR E COMPAIXÃO.

Quando dizemos que Deus é mistério estamos nos referindo a um Aonde e a um Alguém que faz com que nos sintamos em casa, estáveis e seguros; que nos supera, envolve e protege de um modo absolutamente gratuito e acolhedor; que nos arranca de nós mesmos nos abre ao outro; que nos rouba a passividade e nos põe a caminho.  Ele é mistério porque, em sua profundidade, nos espanta e, ao mesmo tempo, nos seduz e nos leva além de nos mesmos e além do tempo presente. Bendito seja o Pai, o Filho e o Espírito Santo, porque é grande seu amor por nós. Glorifiquemos o Deus que é, que era e que vem, porque nele está a fonte da vida e de todo bem. Deixemo-nos abraçar e envolver pelo Deus que se revela como comunidade de amor. Deus amou de tal forma o mundo que, no seu Filho e no Espírito, nos deu o melhor de si mesmo.
“Deus misericordioso e clemente...”
Que as palavras não nos assustem nem escondam o que há de mais precioso em Deus. Que a consciência de que ele é mistério inexplicável não nos impeça de pensar, imaginar e avançar. Se a noção mistério não tem força de sedução e não impulsiona a ultrapassar as fronteiras da compreensão, não serve para nada e, portanto, não pode ser aplicada a Deus. Dizendo que Deus é mistério, afirmanos a necessidade de não ficar nas palavras, a insuficiência dos conceitos, e não o vazio de sentido.
Não podemos agir como pescadores que se encantam mais com as próprias redes que com o mar! O mistério da Trindade não é uma questão numérica. O que importa não é a quantidade – três, quatro ou cinco! Deus não é uma equação a ser resolvida mas uma experiência de profundidade e de profundidade que nos é possibilitada. Deus é uma experiência de um Amor gratuíto que nos envolve por todos os lados, desde sempre, em todas as situações, com todos os nomes.
Quando intuiu este mistério inominável e inapreensível, Moisés “curvou-se até o chão”, prostrado pelo espanto de um abraço assim imerecido e desproporcional: descobriu que Aquele que dá sentido e substância ao nosso ser é “misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”, lento e vazio de cólera e punição. Moisés imaginava encontrar Deus subindo a montanha e conservá-lo na lei escrita na pedra fria, mas eis que Ele se manifestou descendo e e caminhando no meio do povo.
 “Pois Deus enviou seu Filho ao mundo não para condenar o mundo...”
Um Deus que assim se revela e se esconde não tem prazer em limitar a liberdade e as possibilidades de vida das suas criaturas. Pelo contrário, cria e recria tudo permanentemente para que a vida seja sempre mais exuberante, para que todos possam viver bem, como nos lembram os povos originários. Ele é Pai e Mãe, ou vida que está na origem. Ele é Filho, ou vida que se entrega. Ele é Espírito, ou sopro vital e permanente que suscita e sustenta.
É insuficiente e falsa a imagem de um Deus pronto a punir o menor dos desvios daqueles/as que chamou à vida. É uma parcialidade culpável e mal-intencionada ensinar que Deus “não deixa nada impune, castigando a culpa dos pais nos filhos e netos, até a terceira e quarta geração” e, ao mesmo tempo, omitir que “ele conserva a misericórdia por mil gerações, e perdoa as culpas, rebeldias e pecados”. O próprio e original na revelação judaico-cristã é o perdão e a compaixão, e não a punição.
Deus é Pai e Mãe, ou vida e amor que nos antecede, Deus antes de nós. Deus é Filho, ou vida e amor compartilhados, Deus conosco. Deus é Espírito, ou vida e amor em nós, ou Deus em nós e em todas as criaturas, ao ritmo da história. E o amor se caracteriza por chamar à vida e dar proteção, e nunca por limitar ou diminuir a vida. “Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu filho único, para que todo aquele que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna...”
 “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho Unico...”
Proclamando que nosso Deus é “tri-uno” estamos querendo dizer que ele não é solidão ou hierarquia, mas reciprocidade, paridade e comunhão no amor: Amante, Amado e Amor. Na Trindade se revela um Amor com rosto de pai-mãe, amor-fonte de vida; um Amor-dom com rosto de filho-filha, que é amor compartilhado e agradecido; um Amor-comunhão, com a força e o dinamismo de ambos. O Pai da tudo o de si ao Filho, no Espírito, menos sua paternidade; o Filho devolve tudo ao Pai e às criaturas, menos a sua filialidade; e o Espírito é o dinamismo vivo que suscita e sustenta este dom infinito e ininterrupto.
É verdade que dizer que Deus é Amor não ajuda muito. Esta palavra anda tão inflacionada como desgastada. Em nome dele se cometem loucuras e são feitas promessas que não duram mais que uma curta noite de verão. O amor é mais um verbo que um substantivo, e para falr responsavelmente dele devemos ter diante dos olhos o percurso histórico de Jesus de Nazaré: “sabemos o que é o amor, porque Jesus deu a sua vida por nos” (1Jo 3,16).
Suspiros românticos ou gestos de cortezia estão longe de expressar o significado do amor cristão. Amar é potencializar a vida, dar da vida pessoal e, em certos casos, dar a própria vida, como nos enisnou Dom Oscar Romero, São Luís Gonzaga (+ 21.06.1591). É isso que os evangelhos ressaltam na história de Jesus. Assim é Deus: um amor que envia; um amor que se deixa enviar e se entrega; um amor que é a comunhão entre aquele que envia e aquele que vem.
“Para que o mundo seja salvo por ele...”
No coração da melhor teologia desenvolvida pelo cristianismo está a convicção de que Deus não é um conceito a ser compreendido mais ou menos exaustivamente ou uma doutrina a ser aceita mais ou menos resignadamente, mas um mistério a ser adorado. A teologia, pelo menos a boa teologia, está a serviço da evangelização. Ou seja: a questão substancial não é compreender uma teoria mas salvar ou transformar as pessoas e o mundo.
Em Jesus Cristo, Deus se revela não apenas dizendo e ensinando algo sobre si mesmo, mas principalmente agindo, salvando: acolhendo pecadores, alimentando famintos, curando doentes, resgatando a cidadania dos excluídos. Assim, Jesus Cristo revela um Deus que não pode ser aprisionado na fria lei dos códigos de pedra ou de papel, que não assume a postura de um juiz distante e imparcial, mas um Deus que ama, que afirma o direito dos sem-direito, que age e julga em favor dos oprimidos.
Eis o caminho da Igreja, nascida para prosseguir a ação de Jesus Cristo: ser mais pastora que cuida da vida das ovelhas mais frágris e menos professora que ensina leis e doutrinas; sair do limbo dos princípios gerais e vazios e comprometer sua honra e sua influência na defesa dos grupos humanos ameaçados e explorados; engajar-se na urgente missão de salvar o mundo com a força do Evangelho e com os recursos do próprio mundo e evitar uma postura autosuficiente de julgamento e condenação.
“Sejas louvado e exaltado para sempre!”
Ao Deus Uno e Trino servimos eticamente, permanecendo no seu amor e prolongando-o criativamente. Na gratuidade despojada da oração e da celebração, vislumbramos os horizontes intocáveis da sua grandeza e dobramos os joelhos, tomados de espanto e gratidão. E então nosso louvor brota livre, belo e profundo, como uma forma estética do serviço a Deus. O verdadeiro ofício divino ou opus Dei está longe de se resumir ao recital cadenciado de velhos textos.
Daniel nos ensina a manter este louvor agradecido. Ele puxa a ladainha e pede que o acompanhemos num louvor que sabe repassar, como as contas do terço, as manifestações da bondade de Deus: na história dos nossos antepassados; nos homens e mulheres que mantêm a luta nos dias de hoje; na harmonia e na beleza do culto celebrado nos templos; na ousadia daqueles que governam e legislam com o povo e em seu nome; na grandeza do firmamento e na obscuridade misteriosa dos abismos...
“Bendito és tu, Senhor, Deus dos nossos pais!”
Deus querido e amável, Compaixão que não conhece ocaso, Abraço que não conhece limites, Comunhão que acolhe as diferenças, Amor que brilha no esvaziamento: glória a ti nas alturas celestes; glória a ti nos caminhos da história; glória a ti na intimidade das criaturas. Em ti somos, nos movemos e existimos. Tu és o ventre de onde viemos, o caminho que percorremos na companhia de tantos/as e a pátria pela qual anelamos. Ensina-nos a compartilhar o sentir e o pulsar dos irmãos e irmãs de todos os gêneros, gerações e rfeligiões. Que tua graça, teu amor e tua comunhão corram soltas nas veias das Igrejas e vençam as ameaças e punições, as leis e conceitos vazios, as hierarquizações e poderes. Assim seja!
Pe. Itacir Brassiani msf
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Festa Junina

Estimadas Irmãs e Irmãos,

O Núcleo CRB Asa Norte, assumiu a BARRACA DO CACHORRO QUENTE E DA PIPOCA nessa festa junina da Escola Sagrada Família- Menino Deus. O Lucro dessa venda será revertido em prol da sede da CRB Regional.Temos também carnês de prêmios para serem adquiridos. Portanto, convidamos TODAS e TODOS se fazerem presente nesta festa bonita e colaborar para a arrecadação do que ainda nos falta para quitar a compra da sede CRB. Além de prestigiar a iniciativas das irmãs nesta escola.
Contamos com você!!!
Ir. Terezinha Santin,
Presidente CRB Regional Brasília.




Local: Escola Sagrada Familia - Menino Deus
           SGAN - Qd 915 - W5

Data: 18 de junho de 2011

Horário: Apartir das 15:00hs
           








 


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Encontro PREPARATIVO para a Celebração da Vida Religiosa.

 Carrisímos Irmãos e Irmãs, Continuemos mantendo os olhos fixos em Jesus (Cf Hb 12,2).
                                                                                    
                 Assim, estamos sendo convocados a prosseguir em nosso itinerário, tendo presente que, qualquer que seja o ponto a que tenhamos chegado, continuemos na mesma direção, isto é, com os olhos fixos em Jesus.
Por isso, queremos através desta convidá-las/os para juntos, enquanto CRB e Colaboradoras, prepararmos  a nossa participação no  dia da Vida Religiosa, bem como tratarmos de outros assuntos do nosso interesse.
            
              Data: 27 de junho de 2011
              Local: Casa de Retiros Assunção – L2 Norte -611    
              Horário: das 9 h às 12h:30mim
              Almoço no Local
   
              Contamos com a participação de todas.  


Atenciosamente,
Ir. Terezinha Santin,mscs
CRB Regional Brasília
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A DIVERSIDADE É UMA BÊNÇÃO QUE VEM DO ESPÍRITO SANTO.

A experiência do Espírito Santo é a culminância da caminhada pascal. Chegamos à celebração de Pentecostes depois de um percurso de descobertas e encontros com o Senhor ressuscitado que durou sete semanas.  Como a comunidade reunida em Jerusalém, pedimos que o Espírito renove em nós os prodígios que realizou no início do cristianismo, esperando que este Sopro de Deus nos dê respiro e vida, nos ensine a testemunhar e anunciar o Reino de Deus na língua das diversas culturas, amadureça nosso apreço pela diversidade, desmanche os muros que nossos medos e prepotências ergueram, abra as portas das nossas igrejas e nos empurre para a missão. E que ele suscite e sustente o enamoramento em todos os casais e nos desperte para o encanto escondido em cada criatura.
“Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.”
O Espírito Santo é dom, presença e força vital de Deus nas suas criaturas e nos caminhos da história. Ele suscita e sustenta a comunhão entre o Pai e o Filho; possibilita e mantém a comunhão dos cristãos entre si, como membros de um único corpo, e com Cristo como sua cabeça; abre todas as criaturas para uma interdependência e colaboração essecial e vital. Mas cumpre esta obra maravilhosa criando e sustentando a riqueza da diversidade.
Acostumados a uma uniformidade que simplifica e favorece o domínio, temos dificuldades de reconhecer o valor da diversidade. A revelação nos ensina que a diversidade é querida e desejada por Deus. Será que alguém ousaria duvidar que, no interior da criação, a diversidade de elementos químicos, plantas, insetos, aves, répteis, animais, gêneros, dias, noites, estações, etc. seja uma bênção? Você pode imaginar um dia sem ocaso, um inverno sem fim, uma floresta só de eucaliptos, uma humanidade composta só de homens e de brancos?
A própria diversidade de línguas e culturas é uma bênção de Deus e uma forma de proteger a humanidade. Sendo uma e única, a humanidade vê, sente, pensa, age, trabalha, crê, celebra e se comunica mediante diferentes linguagens. A imposição de um único modo de pensar e de se comunicar é meio caminho para construir impérios que asseguram a dominação dos mais fortes e espertos sobre os mais fracos. Por isso, o próprio Deus dispersa os povos e arruína o projeto de uma cultura uniforme.
“Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.”
Mas será que podemos afirmar algo semelhante em relação às religiões e Igrejas cristãs? Seria correto dizer que a diversidade de Igrejas e religiões é querida por Deus e uma bênção para a humanidade? E por quê não? Infelizmente, os mesmos grupos, movimentos e instituições que defendem a uniformidade cultural, o pensamento único, o imperialismo econômico e a supremacia da civilização ocidental suscitam e apóiam projetos religiosos excludentes e violentos.
Não este não é o caminho de Deus. Os evangelhos nos revelam que Jesus é muito aberto e tolerante em relação às diferenças religiosas: sendo um praticante do judaísmo, ele respeita o movimento samaritano e demonstra apreço pela postura religiosa de pessoas pagãs. Chega a dizer que o que importa não é a religião, mas a prática e a lealdade (cf. Jo 4,23). E as primeiras comunidades cristãs seguem o mesmo rumo, louvando a Deus pela experiência e pela vivência espiritual de gente de diferentes religiões.
Custou e está custando muito, mas o magistério da Igreja católica afirma hoje o valor positivo das diferentes religiões e Igrejas cristãs. Reconhece que, inseridas nas diversas culturas, as religiões procuram dar respostas válidas às questões fundamentais do ser humano, propondo caminhos de vida nas doutrinas, preceitos e ritos (cf. NA 2). E se reconhece unida às diversas Igrejas cristãs e seus fiéis mesmo quando não professam a integridade da fé ou não estão em comunhão com o Papa (cf. LG 15).
“Como é que nós os escutamos em nossa própria língua de orgem?”
Na evangelização e na pastoral, o dom e princípio da diversidade se expressa na inculturação. Não deixa de impressionar como o relato dos Atos dos Apóstolos insiste que cada um os diferentes grupos étnicos e culturais reunidos em Jerusalém na manhã do pentecostes escutam a pregação dos apóstolos na sua própria língua de origem (cf. At 2,6.8.11). É isso que causa espanto e admiração, além de uma certa confusão nas mentalidades muito arrumadinhas. O que impressiona é propriamente a diversidade!
Está claro que não se trata de um misterioso fenômeno psíquico, como esses que hoje são promovidos ao vivo em certas redes católicas de televisão. Por trás das palavras do relato está a afirmação do princípio da inculturação do Evangelho de Jesus Cristo. O Espírito Santo possibilita e exige que o anúncio e o testemunho de Jesus Cristo, assim como o diálogo e o serviço solidário que o acompanham, assumam a linguagem das diversas culturas e contextos.
Numa Igreja que se abre constantemente ao Espírito de Jesus Cristo não há lugar para ritos, práticas, linguagens, doutrinas, leis, estruturas e ministérios uniformes e fossilizadas. Mas como é difícil admitir, assimilar e, mais ainda, colocar isso em prática! Pior ainda quando, recorrendo maliciosamente ao respeito à diversidade, se procura impor um rito e uma língua que ninguém mais fala e que não consegue se livrar de uma história de imposição e intolerância.
A cada um é dada a manifestação do Espirito em vista do bem de todos.”
Uma expressão sifnificativa da presença ativa do Espírito Santo no mundo e nas pessoas são os vínculos de amor, amizade e solidariedade. Onde o Espírito é acolhido as pessoas isoladas se reúnem, os membros formam um corpo. É uma comunhão que ultrapassa os indivíduos e se estende às coletividades humanas, às organizações sociais e a todas as criaturas. O Espírito nos livra da desintegração, do amargo destino de ser um fragmento desarticulado, perdido no tempo e no estaço.
A força do Espírito está na raiz do dinamismo que une namorados, pessoas e gerações diferentes numa unidade familiar, étnica e nacional. Esta comunhão se amplia na comunidade eclesial, centrada na memória e na missão de Jesus de Nazaré. É uma comunhão que vai além das fronteiras de família, de etnia e de nação, um tecido costurado pela experiência de uma dignidade afirmada e de uma missão compartilhada. Aqui a diversidade dos membros não só é tolerada mas também promovida e celebrada.
É este dinamismo de comunhão suscitado pelo Espírito que aproxima e articula as diferentes comunidades cristãs e religiões. A diversidade de religiões e Igrejas cristãs não é apenas fruto dos limites e pecados da humanidade, mas também expressão plural do único Mistério de Deus que se autocomunica respeitando a diversidade cultural. Aqui também podemos dizer que cada religião e cada Igreja cristã recebeu o dom de manifestar o Espírito em vista do bem de todos.
“Como o Pai me enviou, também eu vos envio.”
Mas o Espírito Santo não se coaduna com o silêncio omisso, com o individualismo espiritual, com a submissão medrosa ou com a passividade irresponsável. O Espírito é a força de ação de Deus na história e a força da ação libertadora de Jesus Cristo. Ele nos é enviado como dinamismo missionário, como capacidade de gerar o homem novo e a nova sociedade: partilhar o pão, curar doenças, perdoar e acolher pecadores/as, anúnciar o Evangelho, denunciar as opressões, partir em missão.
Segundo João, os discípulos são enviados por Jesus Cristo com o “sopro” do Espírito para, como ele, “tirar o pecado do mundo”: superar e eliminar as práticas de dominação em si mesmos e nas instituições sociais, políticas e religiosas. E isso com sentido de urgência, sem preguiça, sem deixar nada para depois, pois o pecado que não erradicarem continuará produzindo seus frutos amargos. Nada de portas fechadas ou de braços cruzados! A afirmação da diversidade vai de mãos dadas com a missão!
“O que significa isso?”
Deus Pai justo e Mãe compassiva, fonte da abençoada diversidade, origem e meta da missão: como os nossos pais e mães, esperamos e suplicamos o precioso dom do teu Espírito. Que ele venha como vento que arrasta o pó acumulado nas velhas leis e estruturas, ritos e posturas. Que ele venha como vínculo de comunhão respeitosa e benfazeja de povos, culturas, religiões, Igrejas e movimentos. Que ele venha como um terremoto capaz de acordar e desestabilizar uma Igreja que dorme e se sente segura.  Que ele venha como gari que limpa o mundo da feiúra do pecado. Que ele venha com a suavidade da brisa que celebra a diversidade e revigora quem quase perdeu a esperança. Assim seja!
Pe. Itacir Brassiani msf
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Reunião do GRAVEM

Queridos animadores e animadoras vocacionais,
a equipe do GRAVEM, convida a todos para uma reunião que acontecerá dia 12/06/11 (domingo) as 14:00 hs na cede da CRB Regional.
O GRAVEM, é o Grupo de Animação Vocacional e Missionário, e que trabalha em consonancia com a CRB regional de Brasísil, e tem o intuito de levar aos nossos jovens um pouco de nossas Congregações e carismas.
Mas é de suma importancia que apoiemos e participemos das atividades do GRAVEM, pois somos nós que o fazemos acontecer, por isso, conto com vocês na reunião de domingo.
Forte abraço a todos
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ASCENSÃO: RECONHECIMENTO DA HUMANIDADE E DIVINDADE DE JESUS.

Em geral, ascensão lembra um movimento de subida, de elevação, de distanciamento e superioridade a um nível comum e geral. Seria isso o que pretendemos dizer quando proclamamos a ascensão de Jesus Cristo? Ele teria subido ao céu, afastando-se da terra e distanciado-se do comum dos mortais?  Mas a ascensão é também uma metáfora que ajuda a expressar a idéia e a experiência de ser destacado, promovido, e reconhecido. Parece ser este o sentido original e mais profundo da boa notícia pregada pelos cristãos a respeito de Jesus: a ascensão é uma outra forma de proclamar a ressurreição de Jesus de Nazaré, de afirmar que a pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra principal, de renovar nossa adesão a ele e nosso engajamento na sua missão.
“Para que conheçam a esperança à qual ele vos chama...”
Conhecemos pessoas que perderam a esperança própria do cristanismo: repetem ritos e mais ritos, movidas pelo medo e desejosas de aplacar a ira de um deus feito à imagem e semelhança dos ditadores sanguinários; somam terços, novenas e missas tentando fugir das armadilhas do mundo e ganhar uma suspeita eternidade; multiplicam rezas e devoções para evitar o compromisso com uma libertação que se realiza na história. Uma vida assim desventurada pode ser chamada de cristã?
São Paulo deseja que o Espírito Santo nos revele Deus em sua amável nudez e nos ajude a conhecê-lo em sua profundidade. Conhecer Deus assim como ele se revelou em Jesus de Nazaré significa reconhecer e assimilar a esperança para a qual nos chamou e a herança gloriosa que nos deixou: a de ser seu corpo vivo na história, corpo sob o qual tudo o mais foi colocado e acima do qual nada de significativo existe, fora o próprio mistério de Deus.
Este Jesus Cristo no qual cremos e em nome do qual vivemos não é um espírito que se compraz em esvoaçar acima do mundo. Ele compartilhou conosco a corporeidade e sentiu fome; experimentou conosco a busca e a sede; dividiu conosco a angústia e a ternura; provou como nós o mel do amor e o fel da traição; abriu conosco e para nós um caminho de vida no frio corredor da morte; espalhou sementes de liberdade nas terras infectadas pela erva daninha da indiferença.
 “Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?”
É mesquinha a visão que diz que a vida cristã se resume na aceitação resignada de uma doutrina, na harmonia simples e sedutora do cântico gregoriano, na beleza simbólica e profunda dos sacramentos, no suspiro pelo descanso eterno depois de uma vida atribulada. A vida cristã é muito mais que a contemplação extática da plenitude celeste. Os cristãos somos chamados a ser membros do corpo de Cristo, irmãos e irmãs na fraterna comunidade, sacramento da sua liberdade e profecia.
Os discípulos e discípulas de Jesus Cristo não podem resumir sua vida na simples contemplação de alguém que subiu ao céu, mesmo que este alguém seja o próprio Jesus Cristo. “Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?” Professando a ascensão de Jesus, a comunidade cristã quer ressaltar mais uma vez que aquele corpo humano e marcado pelo trabalho, este homem constestado e condenado é assumido e reconhecido pelo próprio Deus como a expressão plena e cabal de si mesmo.
Mas a ascensão não é algo que tem a ver apenas com Jesus de Nazaré. Ele é o primogênito de muitos irmãos e irmãs. Ele é a cabeça de um corpo composto de muitos e variados membros. À glorificação do primogênito segue a honra dos seus irmãos e irmãs, começando pelos considerados menores. À elevação da cabeça segue o reconhecimento da dignidade daqueles que realizam sua vontade. E isso não vale só para um futuro incerto: é fato e convicção já agora.
“Recebereis o poder do Espírito Santo para serdes minhas testemunhas...”
Isso significa também que a ascensão de Jesus Cristo não é apenas o fim de sua presença no meio de nós: é também o início de nossa missão em seu nome. A liturgia da ascensão está inteiramente focada nesta responsabilidade intransferível e inadiável da comunidade cristã. Profundamente convictos de que o Crucificado foi exaltado, os cristãos vencem o medo de tudo e se tornam testemunhas de Jesus Cristo no coração do mundo e nos pulmões da história. E, nesta missão, se recusam a reconhecer fronteiras políticas e culturais e não se intimidam diante da própria fraqueza.
Este testemunho, sendo uma forma de manter viva a memória de Jesus de Nazaré, tem força de transformação. Trata-se de ostentar em nosso corpo as marcas de Jesus Cristo: sentir o que ele sentiu; amar como ele amou; sonhar como ele sonhou; viver como ele viveu; servir os últimos e desafiar os poderes como ele fez. Ser testemunha é anunciar Jesus Cristo e defender aqueles por quem ele deu a vida, é atestar a veracidade do seu caminho e a beleza do seu projeto de vida.
Mas este testemunho não é apenas uma questão de vontade ou de mera imposição. É o próprio Sopro de Deus que nos faz testemunhas: aquele mesmo Espírito que cria tudo a partir da massa informe e vazia; que transforma um monte de ossos secos num povo que caminha e luta; que gera vida no ventre virgem de uma mulher; que une num mesmo objetivo os diferentes membros do corpo; que suscita a profecia num grupo de medrosos e torna ativa e frutuosa uma comunidade antes dependente.
“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.”
Como comunidade de irmãos e irmãs, este povo novo que chamamos Igreja, é constituído testemunha “em Jerusalém, na Judéia, na Samaria e até os confins do mundo”. Aqui e em todos os cantos da terra. A missão não tem fronteiras, o testemunho não conhece limites. Ser missionário é sair de si, apenas sair de si, mas sempre sair de si. E isso supõe deixar de pensar que somos maiores e melhores que os outros. E ter presente que o que temos a oferecer é um caminho de discipulado, de busca de Deus e seu Reino.
A referência da missão não somos nós individualmente, nem simplesmente a Igreja. Somente em Jesus Cristo repousa a autoridade no céu e na terra, e diante dele todos dobramos os joelhos. E não esquecemos que esta autoridade lhe vem da fidelidade até à cruz, e não da submissão à lógica do mundo, como lhe fora proposto pelo tentador (cf. Mt 4,8). É dele que recebemos a ordem de partir mundo como ovelhas entre lobos, como embaixadores de um novo céu e uma nova terra.
A palavra de Jesus Cristo atesta que sua ascensão não é um movimento de distanciamento em relação aos seus discípulos e discípulas, nem uma fuga do mundo e das suas tensões e disputas. “Estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos...” Todos os dias! E até que este mundo, graças à ação suscitada e sustentada nos cristãos pelo Espírito Santo, dê lugar a um outro mundo, àquele mundo sonhado e desejado por Deus desde sempre, ao Mundo Novo que é a finalidade da criação.
“Aclamem a Deus com gritos de alegria”
A ascensão de Jesus é a realização do cântico de Maria: Deus mostrou a força do seu braço elevando os humildes e derrubando os poderosos. É a confirmação da ensino de Jesus: os últimos para o mundo são os primeiros no Reino de Deus. É a validação da nossa esperança: a justiça e o amor são mais fortes do que a morte. É a mais nobre proclamação da dignidade dos sem-dignidade. É a descoberta da continuidade da missão de Jesus mediante o engajamento generoso daqueles/as que nele acreditam.
Que o Espirito Santo nos ajude a conhecer Deus em profundidade e nos liberte da tentação de reduzí-lo à pequena dimensão dos nossos medos e interesses pessoais e eclesiais (tão em moda ultimamente!). Movidos pelo Espírito, aclamemos com alegria jubilosa a manifestação de Deus na humanidade de Jesus de Nazaré e na comunidade dos discípulos e discípulas que ousam viver e agir em seu nome. Que ele ajude a Igreja a descobrir sua condição de corpo de Cristo, subordinada e obediente somente a ele.
Deus Pai e Mãe, mistério de amor que acolhe e envia, que gera comunhão e dispersa em missão, que une compaixão e justiça: aqui estamos reunidos/as para pedir que em nós se cumpra tua promessa. Envia à tua Igreja e a cada fiel o fogo do teu Espírito. Faze de nós uma comunidade em missão, um povo que congregue no seu seio todos os homens e mulheres de boa vontade, que seja uma imensa caravana empenhada no resgate da cidadania e da dignidade dos teus filhso e filhos, em todos os quadrantes da terra. Ajuda as Igrejas que nasceram do lado aberto do teu Filho crucificado a buscarem a unidade, sem superficilismos e sem desculpas. E não nos deixes cair na tentação do cinismo imperialista, da violência terrorista, da intolerância punitiva, da concorrência odiosa, da acomodação esterilizante. Assim seja!
Pe. Itacir Brassiani msf
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